Neste excerto do musical de Filipe La Féria , A CANÇÃO DE LISBOA podemos apreciar a excelente voz de David em fado, aqui com Miguel Dias .
Obrigada Ana Isabel.
Neste excerto do musical de Filipe La Féria , A CANÇÃO DE LISBOA podemos apreciar a excelente voz de David em fado, aqui com Miguel Dias .
Obrigada Ana Isabel.
Podemos ver e ouvir David Ventura que interpretou nesta peça o papel de
Freddy Eynsford-Hill
Agradecemos à Joana Barruncho pela facilitação do video
David Ventura nasceu há 34 anos no Barreiro. Ainda bébé os seus pais trouxeram-no para o Concelho do Seixal , onde teve uma infância e adolescência feliz. Formou-se no Piaget e Lisboa aguardava-o onde por sugestão de um amigo fez casting no Teatro Politeama, ficando seleccionado entre milhares de candidatos para o musical Amália.
(Joaquim Figueiredo - Critico )
Desde aí foi uma sucessão de sete participações em espectáculos musicais no Politeama, sendo o de Jesus Cristo Super Star o seu primeiro papel como protagonista numa encenação do Felipe La Féria, o mais talentoso encenador e produtor teatral que Portugal já teve. David Ventura não esquece o Concelho do Seixal, sendo no Casal do Marco que reside e aqui mantém a sua família, os seus amigos e os seus sonhos.
JS: Como foi a tua infância?
DV: A minha casa ficava no Cavadas numa rua comprida com um passeio enorme que eu e os meus amigos podíamos explorar sem problemas. Brincávamos muito, imaginando festas de Santo António, procissões, funerais e jogos de todo o tipo. A escada do meu prédio era igreja, teatro e outras vezes estúdio para festivais da canção, com instrumentos musicais construídos com tampas e colheres de pau e de vassoura. Tenho muitas saudades da minha infância. Fui muito feliz!
JS : Tens educação catolica?
DV: Sim, fiz a primeira comunhão, profissão de fé e crisma. Cantei no coro e tinha outras actividades a ver com a Igreja. De certa forma sinto-me ainda ligado à vida religiosa.
JS: Fizeste teatro amador aqui no Concelho do Seixal?
DV: Não em colectividades mas sim na Igreja . Fiz representações teatrais de cariz religioso na Igreja e em Vias-Sacras na Arrentela
JS: Para além do gosto em representar, também cantas e bem o fado. Como aconteceu?
DV: Tinha 14 anos de idade quando fui a casa de uma amiga e estavam lá uns discos de vinil da Amália. Pedi emprestados e levei-os para casa. Nessa idade perigosa em que pensamos que estamos sós no mundo, que ninguém nos liga ou gosta de nós, apaixonei-me pelo fado porque os poemas tinham muito a ver comigo. Comecei então a cantar e pouco depois convidaram-me para restaurantes e pequenas festas em colectividades. Era giro por ser um puto novo a cantar o fado.
JS: Tens também talento para a carpintaria?
DV:Aprendi na minha formação académica de Educação Visual e Tecnológica. Tive um excelente professor que trabalhava com diversos materiais, mas foi à madeira que me dediquei. Fiz todos os móveis da minha casa, faltando apenas um oratório e outras coisitas.
JS: Entretanto o serviço Militar...
DV: Sim fiz o serviço Militar obrigatório no exército onde fui condutor. Terminado esse comecei a trabalhar no Infantário Pica Pau, na Arrentela. Trabalhei ainda em ATL's, animações sócio culturais em trabalhos de rua, indo depois para o Instituto Piaget e claro, entrei para a Tuna. No ultimo ano do Curso, em 2000 , por indicação de um amigo, o Alexandre, soube que o Filipe La Féria estava a fazer casting's para o musical Amália . Combinámos ir juntos, mas à ultima hora esse meu amigo não pôde acompanhar-me. Fui sozinho, nunca imaginando ficar quando deparei com tanta gente vinda de todo o país. Fui seleccionado e lá fiquei a fazer figuração no Amália.
Aprendi muito ali, naquelas tábuas que é onde se aprende. Depois fiz todos os outros musicais que Filipe La Féria levou á cena, My Fair Lady, A Menina do Mar, a Canção de Lisboa, O Principezinho e Musica no Coração.
JS: Como é trabalhar com o Filipe?
DV:È difícil! Mas tem o reverso da medalha que é saber que vou para o palco e que estou bem. Estou seguro do que faço. O Filipe é disciplina, rigor e energia. Confio muito no Filipe e gosto muito de trabalhar com ele.

